A alimentação vegetariana tem ganho popularidade em Portugal, com mais de um milhão de adeptos. Desde que bem planificada, esta é nutricionalmente apropriada em todas as fases da vida, mesmo na gravidez e em atletas, apresentando vários benefícios na prevenção de doenças crónicas como por exemplo, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, dislipidemia, síndrome metabólica e aterosclerose, doenças oncológicas e diabetes.
Este padrão alimentar é acessível a todos, desde que não existam limitações que impeçam uma nutrição equilibrada, como alergias ou restrições severas. Contudo, é essencial monitorizar o estado nutricional através de análises regulares e garantir a ingestão adequada de nutrientes críticos, como proteína, ácidos gordos ómega-3, vitamina B12, cálcio, ferro, zinco, iodo e vitamina D. Para assegurar o aporte necessário, recomenda-se o consumo de bebidas vegetais fortificadas, hortaliças, leguminosas, tofu, sementes e o uso de sal iodado.
Estudos mostram que crianças e adolescentes podem seguir uma alimentação de base vegetal de forma segura, pois o reino vegetal fornece todos os nutrientes essenciais, com exceção da vitamina B12.
No caso de ser necessário a suplementação com vitamina B12 importa salvaguardar que a mesma não invalida o padrão alimentar vegetariano e não o torna menos “natural”, contudo, a suplementação é apenas necessária quando a pessoa não ingere os alimentos aconselhados e que analiticamente se apresentem deficiências. Também no que à vitamina D diz respeito é bastante difícil ter um aporte adequado numa dieta vegetariana, bem como acontece nas restantes dietas.
Em suma, uma dieta vegetariana equilibrada deve incluir variedade de frutas e hortícolas, leguminosas, cereais integrais e fontes de gorduras saudáveis (frutos gordos, sementes e abacate), limitar alimentos processados e ricos em açúcar, sal e gorduras saturadas, e associar-se a um estilo de vida ativo e hidratado.
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